domingo, 23 de outubro de 2011

Sugestão de atividade com a ferramenta Falador

A atividade apresentada foi desenvolvida por mim para o curso Formação Continuada de Professores em Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis - no Módulo II – Introdução à Informática Acessível.

Observação: O nome da aluna é fictício.

Sugestão de Atividade realizada com a Ferramenta Falador.

 1. Aluno: Perfil do aluno:  Gabriela é aluna do terceiro ano do Ensino Fundamental com Síndrome de Down. Apresenta dificuldades na coordenação motora fina e global, dificuldades na área da linguagem (ampliação de vocabulário, pronúncia de frases e palavras, ecolalia. Dificuldades de apreensão de conceitos na área lógico-matemática: contagem termo a termo, conservação de número, realização de cálculos simples. Dificuldade de memorização. Está em processo de alfabetização (silábico sem valor sonoro). É uma criança alegre e simpática, com grande facilidade de interação com seus colegas e com adultos, o que auxilia muito seu processo de aprendizagem. Adaptou-se muito bem à escola. Gabriela recebe ainda  estímulos por parte de sua família bem como acompanhamento clínico na Apae de nosso município.

2. Descrição da atividade planejada pelo professor: A proposta de trabalho feita para a aluna tem como objetivo a ampliação de sua capacidade de expressão oral e de seu vocabulário. Embora não sendo especialista na área, percebo que Gabriela apresenta “flacidez” na região facial e atraso na linguagem. A aluna apresenta ainda perda auditiva não acentuada e dificuldade no encadeamento de sons e palavras, o que dificulta seu processo de alfabetização. A proposta de trabalho com Gabriela será feita com os recursos de tecnologia assistiva e materiais pedagógicos disponíveis também nas Sala de Recursos Multifuncionais. Os contatos que tenho com Gabriela acontecem em minhas visitas à escola que ela freqüenta, o que significa que boa parte de meu conhecimento sobre a aluna vem do diálogo com sua professora da sala regular e com sua mãe. Para meu trabalho, procurei auxílio no livro Síndrome de Down – guia para pais e educadores de Siegfried M. Pueschel.

3. Tecnologia Assistiva escolhida

Selecionei como tecnologia assistiva no trabalho com Gabriela a ferramenta “Falador”. Embora na leitura de seu tutorial destaca-se o seu uso com deficientes visuais, o fato de apresentar uma boca que emite claramente os sons e os movimentos que emissão dos sons e palavras e a possibilidade de selecionar fonemas, palavras e frases significativas ao universo de Gabriela ele me pareceu perfeito para meus objetivos na realização desta atividade. Procurei um dia antes de realizar a atividade com Gabriela verificar os movimentos da boca na emissão dos fonemas que a ferramenta apresenta para facilitar minhas observações com a aluna.

4. Reflexão sobre a experiência:
Permanecemos na Sala de Recursos apenas eu e a aluna. Antes de iniciarmos o trabalho propriamente dito procurei deixar que Gabriela explorasse livremente o computador tendo como objetivo também uma maior interação entre nós. Notei que ela tem acesso ao computador devido a familiaridade que demonstrou na exploração livre. Tive dificuldade em compreender muitas palavras e frases que emitia o que em alguns momentos dificultou o trabalho. Apresentei o Falador esclarecendo que iríamos brincar de falar com uma boquinha. Ela riu ao observar a boca se movimentando. Coloquei a tela no modo ampliado o que permitiu que a boca aparecesse bem grande para Gabriela. Comecei colocando apenas fonemas, partindo de fonemas mais simples: PA, VA, CA, DA, BA, BE, PE, etc, partindo para fonemas mais complexos: CHA, LHA, BLA, PLA, etc.Ela entrou na brincadeira e repetia os fonemas a seu modo. Procurei acentuar o modo como o Falador repetia os fonemas. Percebi com o tempo que Gabriela foi se cansando de ficar repetindo os fonemas e procurei observar como ela emitia os fonemas e tentava imitar a emissão do Falador. Passei então a digitar palavras para sua repetição e observei que ela gostou mais deste exercício, rindo muitas vezes com a emissão de palavras significativas para ela: seu nome, o nome da professora, o nome de membros de sua família. Com o desenvolvimento da atividade notei que ela passou a querer somente ouvir as palavras e não mais repeti-las. Parti para digitação e emissão de frase simples procurando incluir uma ação e uma palavra, como havia lido no livro de Pueschel. EX; carro anda; menino joga; bebê chora; etc. E a seguir frase com o verbo no gerúndio. Ex: cachorro correndo; pipa voando; menina comendo. Fiquei em dúvida se ela conseguiu perceber a diferença nesta atividade da ação sem o apoio visual. Acredito que não e esta foi uma de minhas falhas que notei na execução do processo, pois este procedimento deveria ser aplicado de outra forma (realizando as atividades) ou com apoio visual. Percebi que após meia hora de exploração da ferramenta Gabriela já demonstrava sinais de cansaço e decidi encerrar propondo continuarmos em outro dia com a brincadeira.

 b. Análise da produção do aluno:  
Notei que Gabriela interagiu bem com a ferramenta. Imaginei que ela iria se cansar mais rapidamente devido ao fato da tela apresentar apenas uma boca, mas acho que este elemento foi inusitado para ela, acostumada a interagir com jogos e atividades no computador. Ela realizou a atividade como uma brincadeira e em minha mediação procurei explorar o lado lúdico na realização do trabalho.

c. Considerações Finais:
Considero que a atividade foi pertinente, pois noto que no trabalho com Gabriela em sala de aula exploração da linguagem fica ainda restrita a interação com os colegas (o que também é fundamental). A ferramenta Falador é um recurso diferente do uso de imagens que normalmente utilizamos, pois permite o aperfeiçoamento da oralidade. Houve uma dificuldade com o uso da ferramenta, pois não consegui evitar que se cortasse a primeira palavra no início das frases, o que demandou que eu acrescentasse na digitação da frase uma palavra a mais que seria “cortada” na emissão da ferramenta. Escolhi a voz feminina (por acreditar que inicialmente seria mais tranqüilo para ela) e a velocidade mais lenta da pronúncia para facilitar a apreensão por parte de Gabriela. Estava insegura quanto aos resultados, mas acredito que com a freqüência de sua execução renderá bons frutos. Como foi seu primeiro contato com a ferramenta ainda não é possível avaliar se houve ou haverá evolução em sua oralidade. Socializei com a professora da sala regular todos os procedimentos e agendamos um horário para que ela conheça a ferramenta.

Bibliografia:
Pueschel, Siegfried M.
Síndrome de Down- guia para pais e educadores.
Campinas. SP: Papirus, 1993.


sábado, 22 de outubro de 2011

Atividades desenvolvidas com alunos especiais

Sugiro para vocês a aplicação desta atividade desenvolvida pela professora Adriana Guassi – que trabalha na Sala de Recursos Multifuncionais da Casa da Criança Maíra – Americana- SP e socializada em reunião pedagógica para a equipe de professoras que trabalham no Atendimento Educacional Especializado.

Base teórica:
A linguagem é uma das funções superiores do cérebro humano.
Existem várias formas de linguagem. Dentre elas, a linguagem escrita e a oral são comumente as mais usadas pelas pessoas para se comunicarem.
A fonologia é o estudo das regras inconscientes que comandam a produção de sons da fala.
Os componentes do processo fonológico para aquisição da leitura e escrita são:
·                   Acesso fonológico ao léxico mental.
·                   Memória fonológica de trabalho.
·                   Consciência fonológica.
Quanto ao acesso fonológico ao léxico mental, entende-se que é a busca das palavras na memória de longo prazo. A memória fonológica de trabalho é a memória de curto tempo para sons. É a memória que organiza os sons da fala. A consciência fonológica é a compreensão das diferentes formas como a linguagem oral pode ser dividida em componentes menores e pode se manipuladas.
A consciência fonológica é fundamental para aquisição da leitura, que por sua vez segue o que é chamado de Modelo de Dupla Rota – a fonológica e a lexical.
A rota fonológica é o trabalho de decodificação da palavra, onde a criança vai lendo letra por letra, depois sílaba por sílaba até finalmente ler a palavra toda. Já a rota lexical é aquela onde a pessoa já consegue ler rapidamente a palavra, pois já a tem em sua memória, porém quando se depara com palavras que nunca leu antes, ela volta a usar a rota fonológica.
Infelizmente é bastante comum as crianças não aprenderem a ler e escrever por não conseguirem perceber e trabalhar com os sons da fala. O trabalho com a consciência fonológica torna-se necessário dentro da sala de aula.

Atividades sugeridas para este trabalho tendo como base as concepções acima:
·        Adivinhar som de moedas, apito, chocalho, sino, vento, água, fogo... (sons não verbais).
·        Trabalhar com rimas e aliterações.
·        Trabalhar com trava-línguas.
·        Conversar na língua do “P”.
·        Fazer conexões entre o desenho e som.

Referências Bibliográficas:

Adams, Marilyn J.; Foorman, Bárbara R.; Lundberg, Ingvar. Beeler, Terri. Consciência Fonológica em Crianças Pequenas. Artmed, 2006.
Almeida, Elizabeth C. De; Duarte, patrícia M. Consciência Fonológica- Atividades Práticas. Revinter, 2003.
Capovilla, Alessandra G. S.; Capovilla, Fernando C. Problemas de leitura e Escrita. Memnon, 2007.
Ferreira, Leslie P.; Befi-Lopes, Débora M.; Limongi, Suelly C. (orgs). Tratado de Fonoaudiologia. Roca, 2004.

Atividades desenvolvidas com alunos especiais

Esta atividade foi desenvolvida para ser trabalhada em classe do 1º ano do Ensino Fundamental que possui a inclusão de aluno com Síndrome de Down e aluno com deficiência intelectual.


Atividade: Na minha escola tem...
                  Na praia tem...
      Na minha casa tem...
                  Na padaria tem...
                  Na farmácia tem...
                  No supermercado tem...
                  No castelo tem...


Objetivos:
Relacionar elementos pertencentes a um campo semântico.
Classificar elementos.
Ampliar o vocabulário.
Realizar discriminação visual.
Desenvolver a coordenação motora fina.

Desenvolvimento:

Escolher uma imagem de base (cartolina, papel cartão) que servirá de base para a realização da atividade. Desenhar ou recortar uma imagem plana de escola ou praia ou circo ou casa e os elementos que pertencem a este cenário. Ex: carteiras, lousa, professor, armários, parque, etc. Explorar nominalmente com o aluno todos os objetos e solicitar que ele cole-os no local adequado. Esta atividade pode ser feita em duplas e com 2 temáticas ao mesmo tempo, caso o aluno vá avançando e o professor objetive ampliar o grau de dificuldade. Ex: praia e circo; casa e escola.


7ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente

Gostaria de compartilhar com vocês um pouquinho da experiência que foi participar da 7ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente que aconteceu aqui em Americana nos dias 20 e 21 de outubro. Ela foi organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da criança e do Adolescente e refletiu sobre o tema: Mobilizando, Implementando e Monitorando a Política e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Em todos os eixos de discussões os direitos de crianças e adolescentes com deficiências foram destacados e validados por cerca de 250 crianças e jovens delegados e participantes, alunos do Ensino fundamental e Médio de Americana. Foi uma experiência maravilhosa ver crianças e jovens debatendo e questionando a sociedade sobre a violação de seus direitos e buscando, em conjunto com os adultos, soluções para que os mesmos sejam preservados e aplicados.




Americana discute avanços e desafios na 7ª Conferência da Criança e do Adolescente
Sexta-Feira, 21 de outubro de 2011 - 14h53
A aprovação da Política Municipal de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária (PMCFC) é considerada um dos principais avanços do município de Americana. Os avanços e desafios foram discutidos pelos 250 participantes da 7ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada no Campus Maria Auxiliadora.

Segundo a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Beatriz Betoli Bezerra, além da PMCFC, também são considerados avanços o investimento em capacitação para o Sistema de Garantia de Direitos e construção do Diagnóstico sobre Acolhimento para Crianças e Adolescentes e do Plano Municipal. “Como desafios principais, temos que promover a concretização de um plano de capacitação continuada e a atualização do diagnóstico e do Plano Municipal”, ressaltou Beatriz.

O PMCFC foi oficializado pelo prefeito Diego De Nadai no dia 13 de junho deste ano, quando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 21 anos, reafirmando seu compromisso com as políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente. Com mais essa ação, Americana deu um passo importante para assegurar os direitos da criança e do adolescente e para a implantação da Política Municipal da Criança e do Adolescente.

A resolução para a aprovação da Política Pública de Atendimento à Criança e do Adolescente foi elaborada em ação conjunta dos conselheiros da criança e do adolescente e de assistência social e da Comissão Intersetorial. “Americana terá uma política pública atualizada com as normativas em vigor, que além de regulamentar a questão no município, estabelece fluxos de processos, indicadores de monitoramento e desempenho que possibilitarão o acompanhamento e aprimoramento com todo o Sistema de Garantia de Direitos”, disse a presidente do CMDCA.

“A oficialização e a implantação da política pública da criança e do adolescente significam um avanço nas questões sociais”, reafirmou na Conferência a secretária de Promoção Social, Leila Mara Pessotto de Paula. Ela explicou que, desde 2009, foi formada uma Comissão Intersetorial para fazer o diagnóstico município, resultando no trabalho apresentado ao prefeito.

A 7ª Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente de Americana abordou o tema “Mobilizando, Implementando e Monitorando e Política e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos Estados, Distrito Federal e Municípios”. Serão eleitos 24 delegados para a Conferência Regional.



A Rede Municipal de Ensino de Americana





Irei apresentar para vocês um pouco da Rede Municipal de Americana.
Americana fica a 129Km da capital paulista e a 40 Km de Campinas- pertencendo a região metropolitana de Campinas, considerado o polo tecnológico do Estado de São Paulo. É uma cidade de porte médio, com 205.000 habitantes e uma área territorial pequena - aproximadamente 140 km². Não temos em nosso município área rural, apenas áreas urbanas. Os eixos econômicos principais são a indústria têxtil, confecções, comércio e prestação de serviços.
Educação
Americana possui 53 escolas municipais sendo: 42 unidades de Educação Infantil, 10 unidades de Ensino Fundamental (7 Cieps - escolas de período integral e 3 Emefs- escolas de período parcial) e 1 Centro de Educação de Crianças e Adolescentes Autistas e a Casa do Conto - espaço preparado para os alunos ouvirem histórias. Temos matriculados na rede municipal em 2011 aproximadamente, 14.000 alunos. 
Processo inclusivo
Temos alunos com deficiência matriculados em todas as etapas de ensino, perfazendo um total aproximado de 270 alunos incluídos em nossas escolas. Para melhor atendê-los, contamos com 19 salas de Recursos Multifuncionais e o apoio de estagiárias de Pedagogia. Contamos ainda com um Centro de Atendimento para os alunos denominado Mãos que Acolhem que realiza acompanhamentos em Fonoaudiologia, Psicologia, Arteterapia e Psicopedagogia.
     Alunos do Centro Municipal de Educação de Crianças e Adolescentes Autistas
                                  Tempo de Viver soltam pipa em praça de esportes de Americana- SP

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Para ver

Encontrei no Wikipédia uma lista de filmes que abordam o tema deficiência. Compartilho com vocês:                                                                                                                                    

Deficiência auditiva: A música e o silêncio
Filhos do silêncio
Adorável professor
O piano
O país dos surdos
The Dancer
Black
O filme surdo de Beethoven
O segredo de Beethoven
Los amigos
Querido FrankieTortura silenciosa
And Now Tomorrow
Cop Land
And Your Name Is Jonah


Deficiência física: A força de um campeão
Amargo regresso
Carne trêmula
Feliz ano velho
Nascido em 4 de julho
O óleo de Lorenzo
Uma janela para o céu (Parte 1 e 2)Dr. Fantástico
Johnny vai à guerra
Meu pé esquerdo
Os melhores dias de nossas vidas
Mar adentro

Deficiência Intelectual: Forrest Gump, o contador de histórias
Gaby, uma história verdadeira
Gilbert Grape - Aprendiz de sonhador
Meu filho, meu mundo
Nell (filme)Benny & Joon: Corações em conflito
Nick and Gino
O oitavo dia
Simples como amar
Uma lição de amor
Shine - Brilhante
Loucos de amor
O óleo de Lorenzo
Eu me chamo Elisabeth
Os melhores dias de nossas vidas
Meu nome é Radio


Psicose /Autismo: Rain Man
O menino selvagem
Jornada da alma
O Enigma de Kaspar Hauser
Uma mente brilhante

Deficiência múltipla
Amy
Helen Keller and Her Teacher
O milagre de Anne Sullivan
The Unconquered (Helen Keller in Her Story)
Cegos, surdos e loucos
Sob suspeita
Uma lição de amor
Experimentando a vida

Deficiência visual: Além dos meus olhos
Perfume de mulherÀ primeira vista
Dançando no escuro
Demolidor"
Castelos de gelo
Ray
Quando só o coração vê
Um clarão nas trevas
Jennifer 8 - A próxima vítima
La symphonie pastorale
Vermelho como o céu


domingo, 16 de outubro de 2011

Bem-vindos

Olá pessoal!
Sejam bem-vindos ao meu blog Repensar.
Escolhi esta música da Legião Urbana para iniciar nossas reflexões sobre inclusão.
Ela manifesta a cooperação e a conscientização de união que o Amor desperta.
Amor, cooperação, conscientização, união e inclusão são palavras que se harmonizam
com mudança de mentalidade. Abraços...

Monte Castelo
(Legião Urbana)
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.